Por que um APS pode não funcionar mesmo depois de implantado?

Identificando e superando os riscos!

Neste post, explico os motivos pelos quais alguns APS’s não funcionam nas empresas em que foram implantados. Você vai ler sobre como reconhecer e evitar as armadilhas do processo de implantação de um APS

30/11/2017, por LEANDRO JARDIM

Tempo de leitura3 minutos

Você vai ler sobre:

  • Desafios de implantação
  • Estratégias de modelagem de um APS

Alguns alunos e empresários vem me contar histórias sobre episódios de fracasso em implantações de APS em suas empresas. E normalmente estes “causos” aparecem justificando posições de descrédito em relação a esse tipo de solução. São aquelas pessoas que dizem “eu não acredito nesses sistemas APS”.

Mas será que isso é justo? Será que é justo afirmar categoricamente que APS’s não funcionam? Ou que existem determinados tipos de empresa que, devido a características específicas, não são adequadas ao uso de APS, será?

A resposta é sim e não.

É sim, porque é verdade que existem inúmeros casos de fracasso. Existem muitos projetos de implantação de APS que, apesar de envolverem investimentos altos, não geraram os resultados esperados.

Mas também é não, porque esses casos de fracasso não são culpa dos APS’s. E nem estão relacionados à natureza dos sequenciadores ou das empresas. Quando um fracasso na implantação de um APS ocorre é, na maior parte das vezes, porque não se deu atenção para os riscos inerentes a um projeto desse tipo. É porque não se observou as reais necessidades específicas da operação a ser sequenciada. Assim, é sobre esses riscos que falo a seguir. Veja abaixo quais são os principais riscos na implantação de um APS e como solucioná-los.

Risco nº 1: Aderência

Se o seu processo produtivo é bastante estável ou padronizado, então você pode confiar que um sequenciador também padronizado para o seu setor vai dar os resultados positivos que você precisa. Isso porque ele já deverá estar modelado para tratar as restrições básicas de processo e planejamento do seu setor.

Porém, se, ao contrário, o seu ambiente é muito dinâmico, complexo ou possui restrições específicas, você tem que tomar cuidados com APS’s muito padronizados, há um grande risco aí!

Isto é, se a sua empresa apresenta inúmeras particularidades, ela precisará de um sequenciador que reconheça todas essas características singulares. Uma ferramenta baratinha e pronta pra uso provavelmente não será aderente a seu processo peculiar. Mesmo que seja um módulo já integrado aos seu sistemas corporativos, o chamado ERP.

Nesses casos, aí não vai funcionar mesmo, pode ter certeza! Pelo simples motivo de que, devido às suas particularidades, as sequencias geradas pelo APS não seriam factíveis pela produção.

Solução para o risco nº 1: Modelagem própria

Então, se você tem um ambiente produtivo complexo e repleto de particularidades, você precisa de um provedor de APS que seja capaz de modelar um sequenciador totalmente customizado para as suas necessidades específicas. Não basta parametrizar uma ferramenta já pronta. Será necessário partir praticamente do zero e fazer uma nova modelagem própria para a programação do seu ambiente produtivo. Muitas vezes mesmo empresas concorrentes e do mesmo ramo, requerem sequenciadores com características muito distintas. O seu APS precisará atender a todos as restrições de processo e planejamento necessárias para sequenciar as particularidades do seu ambiente produtivo. E você vai precisar de bons consultores para apoiar o desenvolvimento e a implantação.

Risco nº 2: Falta de apoio ou motivação

Esse risco é fácil de explicar e fácil de entender. Mas difícil de controlar. O sucesso de um projeto de implantação depende totalmente da motivação e do engajamento das equipes da empresa em diferentes áreas. Se não houver atenção em relação a isso, o risco de fracasso é grande.

É muito comum que pelo menos uma pessoa, digamos, o PCP, esteja muito animada com a implantação de um APS. No entanto, o trabalho de modelagem e parametrização exigirá o envolvimento de outros setores, como as áreas de produção, engenharia e TI, por exemplo. Se todos esses não estiverem alinhados com os potenciais ganhos que a ferramenta pode proporcionar para cada setor, e para a empresa como um todo, eles serão capazes de, sem muito esforço, inviabilizar o uso. É um tipo de sabotagem que muitas vezes pode ser até inconsciente e sem má intenção. Mas será fatal mesmo assim.

Solução para o risco nº 2: Engajamento

O primeiro profissional que precisa estar engajado é o PCP. Ele precisa ver na ferramenta a solução para que seu setor gere melhores resultados para a empresa. Precisa perceber como um APS irá qualificar as suas rotinas de trabalh0 o levará a ter uma visão global de todo o sistema produtivo. Em suma, o profissional de PCP se tornará uma pessoa ainda mais importante e potente para a empresa. Mas, se o PCP não quiser usar, o APS nunca vai funcionar

Outro engajamento fundamental é o da gerência e da direção. Mesmo que o PCP esteja proativamente envolvido na implantação do simulador, ele vai precisar ter o respaldo de uma apoio firme da sua gerência direta e da direção da empresa. Isso porque as equipes precisarão de tempo para se dedicar à implantação e da ajuda de profissionais de outros setores. O sucesso de uma novidade sempre precisa estar ancorado em uma gestão que o valorize e priorize, do contrário, ninguém vai se engajar.

Por fim, estão as outras áreas, especialmente produção, engenharia comercial e TI. Os dados e informações requeridos por uma APS provém deles. Portanto, seu engajamento é fundamental. A chave do sucesso é os demais setores perceberem que também eles poderão usufruir da melhoria de gestão proporcionada por um APS. Os seus respectivos indicadores também vão melhorar. Porque se apenas uma área nessa cadeia não colaborar com o sucesso da ferramenta, ela é capaz de prejudicar a implantação como um todo.

Nesse sentido, é fundamental um trabalho de mobilização dos setores adjacentes ao PCP durante o processo de implantação de um APS.

Risco nº 3: Dados

Se os dados usados para sequenciar não forem confiáveis, as sequencias geradas pelo APS também não serão. É uma lei aparentemente óbvia, mas que muitas vezes passa despercebida.

Solução para o risco nº 3: Tratamento da informação

Para que um sequenciador funcione e seja útil, e preciso que ele seja abastecido com dados bons e confiáveis. Ou pelo menos a maior parte destes dados. Porque a gente sabe que alguns dados precisarão ser ajustados manualmente. Isso sempre ocorre. Por exemplo, os apontamentos de estoque em processo existentes nos sistemas corporativos raramente são tidos como confiáveis. Em geral, isso não é problema, porque pode ser regulado manualmente. No entanto, os dados do plano, as máquinas, os roteiros e tempos de fabricação precisam ser confiáveis para que o resultado do plano seja aderente.

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Gestão de Operações na prática – inscrições abertas

Agora sim! Estão oficialmente abertas as inscrições para o curso fechado GO! da Gestão de Operações na prática. Esse é o método passo a passo que vai ensinar você a melhorar qualquer processo produtivo e assim alavancar seu negócio e sua carreira.

Link para se inscrever: http://viverdeproducao.com/go/inscricao/

No link acima você verá um vídeo onde os professores Leandro Jardim, da Trilha, e Pedro Parreira, da Nomus, explicam tudo sobre o programa de treinamento (inclusive o preço, forma de pagamento e garantias). Também poderá consultar a programação de aulas, lá está tudo bem detalhado.
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ATENÇÃO: Procure fazer a sua matrícula o quanto antes, pois as inscrições ficarão abertas somente enquanto durarem as vagas ou até a sexta-feira. Depois disso serão fechadas.

Se tiver qualquer dúvida, entre em contato com educacao@trilhaprojetos.com.br 

Workshop GO! Gestão de Operações na prática no ar a partir de hoje

Olá amigos, em parceria com a Nomus, organizamos o “Workshop GO! Gestão de Operações na prática“, um treinamento introdutório 100% online e 100% gratuito que mostra como pessoas comuns fizeram para transformar a gestão das empresas em que trabalham.

O Workshop GO! será dividido em 3 aulas:

  • Aula 1: O que é o método de melhoria contínua MAPI e como ele remove os principais obstáculos que as pessoas encontram quando tentam melhorar a gestão.
  • Aula 2: Quais são os 4 maiores mitos que atrapalham sua empresa e como utilizar o A3 na prática;
  • Aula 3: Assista gratuitamente aulas do curso fechado GO! com professores renomados.

Então, para você conseguir absorver todo o conteúdo da melhor forma possível, aconselhamos fortemente que você siga essas 4 dicas:

Dica 1:

Se ainda não se inscreveu, garanta sua presença no link oficial do evento: http://viverdeproducao.com/go

Dica 2:

Todas as aulas estão programadas para começar às 9h, mas caso haja algum problema, iremos avisar.

Dica 3:

Assista todas as aulas do Workshop. Eu e o Leandro nos esforçamos para organizar, de maneira clara e objetiva, um conteúdo de qualidade que vai fazer a diferença na sua trajetória profissional. Assisti-lo por completo e na sequência vai potencializar seu aprendizado.

Dica 4:

Participe da comunidade do Workshop: mande suas dúvidas, faça seu comentário. Nós estaremos a postos para responder todas as dúvidas.

DICA EXTRA:

Fique ligado que na quarta aula eu vou fazer um convite para quem quer disputar uma vaga para se especializar ainda mais nesse assunto.

Resumindo: esse Workshop é uma oportunidade rara.

Se você não assistir agora, vai precisar esperar até o ano que vem para ter essa oportunidade novamente.

Se você ainda não está cadastrado no Workshop, pode participar clicando no link: http://viverdeproducao.com/go. Se tiver alguma dúvida entre em contato pelo e-mail educacao@trilhaprojetos.com.br

Um abraço da Equipe Trilha da Inovação

LEAN: Por que uma ideia simples é tão difícil de implantar?

por Leandro Jardim

Olá amigos,

Convidei o Ricardo a antecipar em primeira mão aqui para o blog a essência de sua palestra sobre o desafios de implantação do Lean!

Depois de muitos anos de atuação em empresas e salas de aula, o Ricardo se deu conta de que, apesar de o Lean pregar a simplicidade, a sua plena implantação pode ser complexa e desafiadora. Mas por que?

Em resumo, porque o Lean é uma filosofia que exige de nós a quebra de alguns paradigmas que estão muito arraigados em nossos modelos de gestão. Descubra quais são esses paradigmas no vídeo abaixo.

Espero que gostem!

Ah,

E pra quem puder, semana que vem tem a palestra. Totalmente gratuita.
Segue o serviço:

A UFRJ, cuja formação em Engenharia de Produção foi classificada em 1° lugar no Ranking Universitário Folha 2015, e a Trilha da  Inovação convidam para a palestra de lançamento da terceira turma do MBA em Gestão da Produção e Serviços com o professor Ricardo Sarmento Costa, doutor em  Engenharia de Produção, professor da Fundação Getúlio Vargas e pesquisador do Instituto Nacional de Tecnologia (INT).

Evento gratuito, com vagas limitadas. Inscreva-se já através do e-mail:
info@tgps.com.br
Dia 4 de outubro, quarta-feira, às 18:30 no Edifício Cândido Mendes – Centro RJ

 

Os 5 passos do Lean!

Neste post, estamos disponibilizando o artigo “Os 5 passos do pensamento enxuto (Lean thinking)“, de autoria dos professores Ricardo S. Costa e Eduardo G. M. Jardim.

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por Leandro Jardim
Olá pessoal,

Gravei esse vídeo rápido apenas para apresentar a vocês o artigo “Os 5 passos do pensamento enxuto (Lean thinking)“, dos professores Ricardo e Eduardo, que estamos disponibilizando hoje para download gratuito em nosso Blog da Trilha.

No vídeo, eu comento de forma resumida quais são esses 5 famosos passos e faço uma breve introdução sobre o que você vai encontrar no artigo.

Mas a recomendação geral é: baixe o artigo se você quer se aprofundar nos seus conhecimentos sobre Lean. E a sugestão vale tanto pra quem já tem experiência no assunto quanto pra quem está chegando agora.

Pra que tá com pressa, os 5 passos do Lean são:

1. IDENTIFIQUE O QUE É VALOR PARA O CLIENTE

2. MAPEIE O FLUXO DE PRODUÇÃO E IDENTIFIQUE OS DESPERDÍCIO

3. IMPLANTE O FLUXO CONTÍNUO

4. DEIXE O CLIENTE PUXAR A PRODUÇÃO

5. BUSQUE A PERFEIÇÃO

Descubra agora como implementá-los no artigo, basta clicar no link:

 ⇒ Os 5 passos do pensamento enxuto

O que é um APS? O que é um Simulador da produção? Qual a diferença?

Neste post, explico o que significa APS e debato sobre qual é a sua diferença em relação a um Simulador de produção


por LEANDRO JARDIM
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Tempo de leitura: 4 minutos
Você vai ler sobre:
• O que é um APS? Como funciona?
• Diferença entre APS e Simulador
• Como tomar decisões de sequenciamento à luz dos objetivos estratégicos;

O que é um APS

A pergunta principal que motiva este post é, novamente, uma dúvida que ouço com grande frequência em salas de aula e empresas. Logo que as pessoas ouvem falar sobre APS e sobre Simulador, vem a dúvida: mas qual é a diferença?

Primeiro, vamos entender o que é um APS. Essa sigla quer dizer Advanced Planning and Scheduling. Alguns usam Advanced Planning Systems. A verdade é que ambas as palavras são importantes. É Scheduling porque estamos falando de programação detalhada. E é também systems, porque esse tipo de metodologia precisa ser apoiada por software.

Então, estamos falando de softwares para programar a produção. Isso significa que o produto final que sai desses sistemas é uma sugestão de sequenciamento para cada uma das máquinas (ou recursos produtivos) da empresa.

É um tipo de tecnologia cada vez mais importante e disseminado. Com o fenômeno da customização em massa (esse tema vale um outro vídeo, hein!), as empresas passaram a lidar com uma alta variedade no mix de produtos. Ambientes repetitivos ficaram parecendo produção sob encomenda. Muitos itens para poucas máquinas. Não tem jeito, a empresa vai ter que programar bem para dar conta.

Sequenciando melhor, a empresa é capaz de produzir mais, ser mais pontual, atender a mais clientes e também reduzir hora-extra, reduzir paradas de máquinas e setups, reduzir estoques.

Para realizar tal façanha, estes sistemas precisam estar modelados para reconhecer as características e informações de cada empresa em que são implantados. Basicamente, um APS precisa importar: a) o plano de produção ou a carteira de pedidos, b) as máquinas e recursos produtivos, c) os roteiros de fabricação com os tempos de máquina, e d) os estoques e apontamentos de produção.

O que é um Simulador

Um simulador nada mais é do que um determinado tipo de APS. Sua inovação é permitir testar cenários e alternativas. Ao invés de apenas sugerir um bom sequenciamento, ele permite simular o impacto futuro das alternativas considerando os principais indicadores da operação. O programador pode melhorar a sequência proposta pelo APS usando a sua experiência, as suas ideias e o seu conhecimento de fábrica.

Por exemplo, o programador roda uma simulação e em instantes terá um bom sequenciamento sugerido. Esse sequenciamento terá sido modelado para capturar o raciocínio padrão da empresa. No entanto, mesmo numa boa sequência pode haver questões indesejadas ou oportunidades de melhoria. Nessa hora, o simulador dá uma visão global do cenário futuro, de forma que o programador tem todas as informações de que necessita para sugerir e testar alterações nesse plano, medindo sempre qual será impacto futuro de cada alternativa de decisão.

Talvez você esteja se perguntando quais são essas alternativas de decisão. É simples, são aquelas que a fábrica está acostumada a fazer. Por exemplo, mudar um prioridade de cliente, subcontratar, fazer hora extra, mudar tamanho de lotes, dente outros.

Na prática, o programador fica instrumentado para, caso queira, melhorar ainda mais cenário futuro.

Simular o futuro, portanto, significa poder se antecipar a problemas. E, mesmo quando não há soluções para eles, como um atraso inevitável, por exemplo, a empresa pode se antecipar. Pode, por exemplo, avisar a clientes e fornecedores sobre a situação futura, de forma que todos possam se adequar à realidade que agora pode ser prevista.

Dá até para tomar decisões com base naquela que proporciona o melhor fluxo de caixa futuro. É o que a gente chama de Gestão Estratégica do Curto Prazo. Ao ser capaz de calcular o impacto global futuro de qualquer decisão local, a empresa se torna apta a realmente decidir com base na estratégia e à luz de seus principais indicadores.

Em resumo, Simulador também é um tipo de APS. Mas um APS que usa uma tecnologia de simulação para testar decisões e melhorar ainda mais os resultados operacionais futuros.

Por que a sua empresa ainda não tem um APS ou um Simulador para programar a produção?

Neste post, apresento os dois principais desafios que as empresas precisam superar para obter sucesso nas implantações de seus APS, Sequenciadores ou Simuladores da produção.

por LEANDRO JARDIM
Tempo de leitura: 3 minutos
    Você vai ler sobre:
– APS e Simulador para programação da produção
– Desafios de implantação
– Benefícios de um sequenciador

“Por que a minha empresa não consegue ter um APS ou um Simulador sequenciando efetivamente a produção? ”